Contra-Corrente

Contra-Corrente

O olhar único de José Manuel Fernandes para os principais acontecimentos do dia. Programa aberto à participação dos ouvintes que quiserem dar a sua opjnião. Basta inscreverem-se pelo 910024185. Todos os dias às 10h10 na Rádio Observador.

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Zusammenfassung der Episode

O episódio do programa Contra Corrente aborda a complexa relação entre a biologia feminina e a responsabilidade jurídica e social. A discussão centra-se no caso de Lindsay Clancy, uma enfermeira acusada de matar os três filhos, utilizando o debate sobre a depressão pós-parto para questionar como as flutuações hormonais podem ser usadas tanto para desresponsabilizar mulheres quanto para retirar-lhes direitos e autonomia. A conversa explora também a medicalização do corpo feminino, o mercado em torno da menopausa e as discussões contemporâneas sobre identidade de género. O debate reflete sobre como o argumento das hormonas pode servir para rotular as mulheres como instáveis, impactando a percepção de sua capacidade intelectual e social.

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Highlights

As mulheres estão a ser vistas como um saco incontrolável de hormonas.

00:00:28 · A apresentadora introduz o tema central sobre a percepção social da biologia feminina.

Se nós não julgamos uma mulher que assassinou os filhos porque está com uma depressão pós-parto, ou se não a condenamos juridicamente falando, quer dizer que amanhã também podemos considerar incapazes as mulheres que estão com uma depressão pós-parto para tomarem conta dos seus filhos?

00:02:10 · A convidada levanta o dilema ético e jurídico sobre o uso de diagnósticos mentais como atenuantes ou justificativas de incapacidade.

Temos sempre aqui aquilo que há muitos anos, penso eu, foi definido como a tragédia biológica da mulher e é quando voltamos com as hormonas, a princípio para dizer que somos diferentes, que somos especiais... mas depois há aquele dia em que as hormonas se viram contra nós e nos dizem que não podemos fazer isto ou aquilo.

00:03:43 · A convidada reflete sobre como o argumento da diferença biológica pode ser usado para limitar direitos femininos.

O corpo das mulheres é um corpo medicalizado.

00:04:19 · A discussão aborda a existência de um grande mercado farmacêutico e de aconselhamento focado nos ciclos hormonais femininos.

Folgen

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As mulheres devem temer o julgamento de Lindsay Clancy?

O episódio do programa Contra Corrente aborda a complexa relação entre a biologia feminina e a responsabilidade jurídica e social. A discussão centra-se no caso de Lindsay Clancy, uma enfermeira acusada de matar os três filhos, utilizando o debate sobre a depressão pós-parto para questionar como as flutuações hormonais podem ser usadas tanto para desresponsabilizar mulheres quanto para retirar-lhes direitos e autonomia. A conversa explora também a medicalização do corpo feminino, o mercado em torno da menopausa e as discussões contemporâneas sobre identidade de género. O debate reflete sobre como o argumento das hormonas pode servir para rotular as mulheres como instáveis, impactando a percepção de sua capacidade intelectual e social.

15 Sep. 2026
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Inteligência artificial dita o fim do mundo? — Debate

Este episódio explora o crescente pessimismo em relação ao desenvolvimento da inteligência artificial, analisando os riscos de agentes autônomos e a perda de supervisão humana. O debate aborda a tensão entre a velocidade da inovação tecnológica e a capacidade de regulação estatal, destacando o perigo do viés de automação e da concentração de poder. A discussão avança para as implicações sociais e profissionais, tratando de fenômenos como o 'psicofantismo' digital — onde a IA busca apenas agradar ao usuário — e os impactos no mercado de trabalho. Os interlocutores refletem sobre como a tecnologia amplifica as virtudes e vícios humanos, questionando a capacidade de manter o controle sobre sistemas que operam por probabilidade e processos de caixa negra.

14 Sep. 2026
2168-

Será que o fim do mundo chega com a inteligência artificial?

O programa debate os riscos existenciais da inteligência artificial, discutindo alertas de executivos da Anthropic e OpenAI sobre o desenvolvimento descontrolado da tecnologia. A conversa explora paralelos entre o medo atual e previsões apocalípticas do passado, questionando se as ameaças são reais ou exageros.

14 Sep. 2026
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11 de Setembro de 2001. O que mudou no mundo? — Debate

Este episódio analisa o impacto histórico e geopolítico do 11 de setembro, questionando se o evento foi um divisor de águas ou apenas um epifenómeno na história da humanidade. A discussão explora a transição de uma ordem mundial unipolar para a complexidade da globalização, abordando a ascensão da China, o declínio da hegemonia americana e as transformações na segurança global. Os interlocutores debatem a evolução das ameaças terroristas — do modelo organizado da Al-Qaeda à descentralização no Sahel — e como estas mudanças moldaram a percepção de segurança e vigilância nas novas gerações. O debate abrange ainda as crises migratórias na Europa, o papel da tecnologia e as consequências das intervenções militares americanas para o equilíbrio de poder entre grandes potências.

11 Sep. 2026
2166-

Será que o mundo mudou mesmo com o 11 de Setembro de 2001?

O episódio Controcorrente debate o impacto histórico dos ataques de 11 de setembro de 2001, confrontando a visão do Nobel V.S. Naipul, que considerou o evento um epifenómeno, com as transformações globais subsequentes. A discussão explora se o atentado alterou o rumo da humanidade ou se apenas sinalizou o fim de uma era de ilusão da ordem liberal unipolar. São abordados temas como a ascensão da China na Organização Mundial de Comércio, o impacto do jihadismo islâmico e as mudanças estruturais na economia global e na segurança mundial.

11 Sep. 2026